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Capsulite Adesiva: diagnóstico por RM no estágio doloroso
Este trabalho conquistou o 2º lugar na especialidade Músculo Esquelético da XVI Jornada Gaúcha de Radiologia, realizada de 15 a 17 de agosto de 2003, em Gramado/RS.
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Autores
Dr. Ciro Duarte
Dra. Guadalupe Amaral
Dr. Ricardo Fernandes
Objetivo
Capsulite Adesiva (CA) ou ombro congelado é uma entidade que apresenta um estágio doloroso (fase 1), um estágio de fibrose e contração da cápsula (fase 2) e um estágio de descongelamento (fase 3). O presente estudo visa o diagnóstico por ressonância magnética (RM) no estágio doloroso da CA, fase em que o diagnóstico clÃnico é difÃcil pela pouca limitação funcional.
Material e Método
Foram estudados 52 pacientes com história de dor e limitação funcional de leve a moderada por RM, em que apresentaram espessamento cápsulo-sinovial ao nÃvel do aspecto ântero-inferior da articulação gleno-umeral e ao nÃvel do recesso axilar, com graus variados na intensidade de sinal. Foi classificado o sinal conforme a intensidade de sinal em grau I (sem brilho), grau II (levemente brilhante) e grau III (notavelmente brilhante). Seis pacientes dos quais tiveram confirmação de CA por artrografia (capacidade articular menor do que 10ml). Foi comparado o aspecto da cápsula articular com 10 pacientes assintomáticos, sem dor ou limitação funcional.
Resultados
Cápsula articular espessa foi observado em todos os pacientes, com graus variados na intensidade de sinal. Em dois pacientes observou-se osteÃte reacional na seqüência em T2 com supressão de gordura ao nÃvel do colo cirúrgico do úmero, adjacente à inserção capsular. Em um paciente foi realizado gadolÃnio-dtpa EV demonstrando forte realce na cápsula articular ao nÃvel do recesso axilar. 12 pacientes tiveram intensidade de sinal grau I, 23 grau II e 14 grau III. 30 pacientes foi acometido o lado esquerdo (57%) e 22 o lado direito (43%), mostrando preferência pelo lado não dominante. Não houve associação de CA com tendinopatias ou rupturas significativas. A média da idade foi de 52 anos, 3homens para cada 2 mulheres de homens e 57% de envolvimento do ombro esquerdo. O volume de liquido articular não mostrou-se significativamente.
Discussão
Na grande maioria dos casos não houve nenhuma informação clÃnica dos médicos assistentes, porém em 10 casos a suspeita clÃnica foi de sÃndrome do impacto ou ruptura do manguito rotador e em apenas um dos pacientes havia a suspeita clÃnica de CA escrita na requisição, indicando que o diagnóstico clÃnico da CA na fase dolorosa é realmente difÃcil. Nós acreditamos que quanto mais brilhante é a cápsula mais inflamada ela é e conseqüentemente mais dolorosa, sendo estes pacientes melhor enquadrados na fase 1 da CA. Quanto mais hipointensa já poderiam estar nas fases 2 ou 3.
Conclusão
A RM pode ser um método para discriminar capsulite adesiva entre outras causas no ombro doloroso.
Bibliografia
Carrillon Y, Noel E, Fantino O, Perrin-Fayolle O, Tran-Minh VA. Magnetic resonance imaging findings in idiopathic adhesive capsulitis of the shoulder. Rev Rhum Engl Ed. 1999 Apr;66(4):201-6.
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Connell D, Padmanabhan R, Buchbinder R. Adhesive capsulitis: role of MR imaging in differential diagnosis. Eur Radiol. 2002 Aug;12(8):2100-6. Epub 2002 Mar 07 .
Siegel LB, Cohen NJ,Gall EP. Adhesive capsulitis: a sticky issue Am Fam Physician. 1999 Apr 1;59(7):1843-52.
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