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  • Pubalgia e Osteíte Púbica - Diagnóstico por RM

    Este trabalho participou da Jornada Gaúcha de Radiologia de Gramado realizado de 17 a 18 de Agosto de 2001, Gramado, RS. Segue abaixo a descrição deste estudo.

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    Autores
    Dr. Ciro MB Duarte
    Dr. Fabiano Ritter
    Dra. Guadalupe A Berbigier
    Dra. Cristina Garcia
    Dra. Lisiandra Z Prates

    Introdução
    A osteíte púbica é uma condição inflamatória, não infecciosa, autolimitada, comprometendo atletas e não atletas, que envolve o púbis, a sínfise púbica e a transição musculotendinosa adjacente. A dor pode ser referida na virilha, na face interna das coxas ou no abdome e eventualmente o aumento da dor pode dificultar o caminhar. Estes aspectos podem gerar um problema diagnóstico e umas séries de entidades diferentes devem ser questionadas. Hérnia inguinal , prostatite, osteíte púbica, lesões musculares, fraturas de insuficiência, infecção, tumores são algumas delas.

    Objetivo
    Avaliar o papel da ressonância magnética (IRM) em pacientes com pubalgia e dor inguinal.

    Material e Método
    Foram avaliados por RM x pacientes com pubalgia ou dor inguinal de origem indeterminada. Resultados: Discussão: Na fase inicial da osteíte ocorre o edema ósseo intra-esponjoso e a RM tem ótima sensibilidade enquanto a tomografia computadorizada (TC) e a radiografia são negativas (4). Tendinopatia e extrusão da sínfise púbica somente foram vistos pela RM. Áreas de osteólise podem ser vistas por todos os métodos de imagem porém a TC é o método mais eficiente. A RM também foi capaz de excluir osteíte púbica e diagnosticar outras entidades como lesões musculares, ósseas ou de outra natureza.

    Resultados
    Dos 131 exames efetuados 41 ( 31% ) foram classificados como ACR BI-RADS III, 66 ( 50% ) como ACR BI-RADS IV e 24 ( 19% ) como ACR BI-RADS V. Dentre as lesões classificadas como ACR BI-RADS III, não houve nenhum caso de câncer ( 0% ). Das 66 lesões incluídas na categoria ACR BI-RADS IV, houve 27 casos de câncer ( 41% ). Já nas lesões classificadas como ACR BI-RADS V (24 casos), 96 % resultaram em lesões malígnas.

    Dos 50 exames em que o anatomopatológico revelou câncer, obtivemos 32 casos de carcinoma ductal infiltrativo ( 64% ), 4 casos de carcinoma lobular infiltrativo ( 8% ) e 9 casos de carcinoma ductal in situ (CDIS) ( 18% ). A idade média das pacientes com diagnóstico de câncer foi 51,4 anos, variando de 34 a 74 anos.

    Não houve nenhum caso de material insuficiente nas amostras enviadas.

    Conclusão
    IRM é útil para detectar a natureza da lesão, o local acometido, a extensão e as característica das lesão, possibilitando definir tratamento e tempo de convalescença.

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