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SÃndrome da Banda Iliotibial: Achados Por Ressonância Magnética
Este trabalho foi premiado em 3º lugar na Categoria Musculo-Esquelético, na XIV Jornada Gaúcha de Radiologia, Gramado, RS. Segue abaixo a descrição deste estudo.
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Autores
Dr. Ciro M.B. Duarte
Dra. Guadalupe A. Berbigier
Dra. Andrea T.C. Gonçalves
Dr. Fabiano Rittere
Objetivo
Relatar os achados por Ressonância Magnética em 8 pacientes com SÃndrome da banda do trato iliotibial, achado observado classicamente em atletas de corrida de longa distância, mas também bastante observado em atletas ocasionais, ao reiniciar um esporte.
Material e Método
Foram estudados, retrospectivamente, 8 pacientes com dor na região lateral do joelho, cujo diagnóstico por ressonância magnética foi de sÃndrome da banda do trato iliotibial (SBTI).
Discussão
A banda iliotibial ou banda Maissiat corresponde à porção tendinosa do tensor da fáscia lata e se insere na face externa da tuberosidade tibial, no tubérculo de Gerdy. Durante os movimentos de flexão e extensão do joelho, a banda iliotibial passa adjacente a face lateral do côndilo femoral externo e dependendo da predisposição, como genu varum ou aumento da torção tibial, há a fricção entre o tendão e o osso, causando inflamação no tecido adiposo e na bursa neste nÃvel.
A SBTI é uma causa de dor na região lateral do joelho, podendo ser confundida com outras alterações, como ruptura do menisco lateral, estiramento do tendão poplÃteo, estiramento do ligamento colateral lateral ou fratura transcondral (osteocondrite dissecante).
Resultados
Foram analisadas imagens coronais ponderadas em T1, T2, T2 fat sat e axial T2. Os aparelhos de ressonância utilizados foram Philips Gyroscan 0,5T e Picker Eclipse 1,5T. As alterações na intensidade de sinal foram observadas na gordura profundamente ao trato iliotibial. Identificou-se alto sinal nas seqüências T2 e baixo sinal nas seqüências T1.
Conclusão
A Ressonância Magnética é um método sensÃvel e especÃfico para detecção das alterações inflamatórias em tecidos moles que podem estar relacionadas com SBTI, permitindo, desta forma, a diferenciação com outras causas de dor na região lateral do joelho.
Bibliografia
1 - Muhle C, Ahn JM, Yeh L, Bergman GA, Boutin RD, Schweitzer M, Jacobson JA, Haghighi P, Trudell DJ, Resnick D. Iliotibial band friction syndrome: MR imaging findings in 16 patients and MR arthrographic study of six cadaveric knees. Radiology 1999 Jul;212(1):103-10
2 - Ekman EF, Pope T, Martin DF, Curl WW. Magnetic resonance imaging of iliotibial band syndrome. Am J Sports Med 1994 Nov-Dec;22(6):851-4
3 - Nishimura G, Yamato M, Tamai K, Takahashi J, Uetani M. MR findings in iliotibial band syndrome. Skeletal Radiol 1997 Sep;26(9):533-7
4 - Faria RS, Roger B. Imaginologia em traumatologia do esporte: o joelho. São Paulo: MEDSI, 2000;9:167-169.
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