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  • Biópsia de Mama Assistida a Vácuo (MAMOTOMIA) Guiada por Estereotaxia e US em 38 Casos

    Este trabalho foi premiado em 1º lugar na Categoria Mama, no XXIX Congresso Brasileiro de Radiologia realizado em Outubro de 2000, Salvador, Bahia. Segue abaixo a descrição deste estudo.

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    Autores
    Dr. Dakir Lourenço Duarte Filho
    Dr. Rogério D. Duarte
    Dr. Rodrigo Hoffmeister
    Dr. Fabiano Ritter
    Dra. Andréa A. Teixeira
    Dra. Maira Caleffi
    Dr. Dakir Lourenço Duarte

    Introdução
    A mamotomia ou biópsia percutânea assistida a vácuo ( criado por Steve Parker ) consiste em um dispositivo de biópsia minimamente invasivo, especialmente desenvolvido para a mama (“mammotomeâ€)(1), acoplado a estereotaxia. Recentemente, o sistema “mammotome hand-heldâ€, desenvolvido pela Johnson & Johnson, foi criado para uso através de ultra-som.

    Objetivo
    Análise de 38 casos de mamotomia guiados através de estereotaxia e ultra-som.

    Material e Método
    Realizamos 38 mamotomias (biópsias assistidas a vácuo) guiada por US e estereotaxia em 36 pacientes. Utilizamos um sistema mammotome e agulha biopsys 11 gage, acoplado a sistema de estereotaxia analógica horizontal (Giotto), em 9 casos guiados por estereotaxia (23,7%). Em 29 casos (76,3%) a biópsia foi guiada por ultra-som, utilizando-se outro dispositivo, o “mammotome hand-heldâ€, com agulha 11 gage. As pacientes selecionadas foram aquelas com nódulos menores do que 2cm e microcalcificações, incluídas nas categorias III, IV e V do sistema ACR-BIRADS. Nas microcalcificações e distorções focais, utilizamos o método estereotáxico. Nos nódulos, utilizamos a ultra-sonografia para a localização. Lesões extremamente pequenas constituem uma limitação da biópsia estereotáxica – “core-biopsy†(3) . Esta limitação não existe à mamotomia, conquanto se deixe um clip no local da lesão.

    Resultados
    Em 38 lesões estudadas, obtivemos 37 resultados histopatológicos, classificados em : Carcinoma ductal invasor (12), carcinoma ductal in situ (3), ca lobular invasor (3), ca papilar intraductal (1) , ca tubular (1), necrose gordurosa (1), fibroadenoma (11), mastopatias fibrocísticas (4) e tecido mamário normal (2). Nestes casos, houve 0% de material insuficiente, não havendo complicações entre todas pacientes biopsiadas.

    Discussão
    Assim como a presença, quantidade e velocidade do realce, a morfologia da lesão é um dos critérios de diagnóstico em RM de mama (1,2). Apesar de menor resolução espacial em relação à mamografia, a morfologia das lesões é semelhante (3). Apesar de não detectar microcalcificações diretamente a RM pode fornecer informações adicionais como extensão das lesões em mamas densas; padrão de crescimento, ao longo de ductos por exemplo; conteúdo interno de lesões livre de sobreposição tecidual e detecção de multifocalidade e multicentricidade (1). Estudos demonstram que cerca de 90% das lesões malignas tendem a sofrer realce precoce e intenso(antes de 2-3 minutos) após o uso do meio de contraste e aproximadamnete 50-70% destas apresentam redução da intensidade de sinal (wash-out) após 3-5 minutos da injeção (3). As lesões benignas geralmente sofrem realce mais vagaroso e moderado, embora exista sobreposição destes achados, pois cerca de 10% dos carcinomas têm este comportamento (1,2,3). Estes critérios são altamente sensíveis para a detecção de lesões mamárias, porém são pouco específicos para o diagnóstico diferencial entre malignidade e benignidade.

    Conclusão
    A mamotomia surge como uma alternativa à “core-biopsyâ€, utilizada com as mesmas indicações, útil principalmente em lesões muito pequenas e permitindo uma amostragem de tecido 75% mais volumosa. No caso de nódulos benignos, menores do que 2 cm ou microcalcificações agrupadas, a mamotomia pode realizar uma biópsia excisional. Tratando-se de lesão benigna retirada completamente, nada mais precisa ser feito. No caso de suspeita de malignidade, colocamos um clip metálico no local da biópsia para posterior localização estereotáxica e ampliação de margens.

    Bibliografia
    1 - Pasqualette, HA. Mamotomia ou biópsia direcional assistida a vácuo.

    2 - Parker, SH. Breast Imaging and Intervention into the 21st Century.

    3 - Miranda, NMM. A radiologia intervencionista de alta precisão na detecção de lesões mínimas da mama. Estudo de 701 biópsias estereotáxicas. Tese de Doutorado, UFRJ, 1999.

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