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  • Estudo dos Forames da Base do Crânio por Tomografia Computadorizada

    Este trabalho foi premiado em 2º lugar na Categoria Cabeça e Pescoço, no XXIX Congresso Brasileiro de Radiologia, realizado em Outubro de 2000, Salvador, Bahia. Segue abaixo a descrição deste estudo.

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    Autores
    Dr. Rodrigo Dias Duarte
    Dra. Juliana Avila Duarte
    Dra. Guadalupe A. Berbigier
    Dr. Wolmir Lourenço Duarte

    Objetivo
    Demonstrar a anatomia normal dos forames da base do crânio por tomografia computadorizada, enfatizando a optimização deste método na avaliação diagnóstica.

    Material e Método
    Este estudo foi realizado no setor de Tomografia Computadorizada da SERDIL, em voluntários hígidos e assintomáticos. Foram utilizados os aparelhos Elsint Exel 1800 e Philips Tomoscan M, realizando-se cortes axiais e coronais com espessura se 2mm.

    Fundamentação
    A base do crânio é constituída pelos ossos etmóide, esfenóide, occipital, frontais e temporais, sendo dividida em três níveis (fossa anterior, média e posterior). Possui diversas aberturas ou forames, sendo a maioria deles para a passagem dos doze pares cranianos, mas alguns são para a passagem de vasos sanguíneos. A presença de tantos forames e áreas ósseas finas no assoalho do crânio torna-o frágil e vulnerável a fraturas.

    Conteúdo dos Forames da Base do Crânio
    - Lâmina Crivosa Etmóide – I Par, Artérias etmoidais
    - Canal Óptico – II Par, artéria oftálmica
    - Fissura Orbitária Superior – III, IV, VI e V1 Pares, Veia oftálmica Superior
    - Forame Redondo – V2 Par Craniano, Veias Emissárias e artéria do forame redondo
    - Forame Oval: V3 Par Craniano, veias emissárias e ramo meníngeo acessório da artéria maxilar
    - Forame Espinhoso: Artéria e veia Meningeas Médias e ramo recorrente do nervo mandibular
    - Forame Lacero: Artéria Carótida Interna e seus plexos simpático e venoso associados
    - Canal Vidiano (ou Pterigoideo) : Artéria e nervo vidiano
    - Forame de Vesalius: Veias Emissárias que saem do seio cavernoso para o plexo pterigoideo
    - Forame Jugular: IX, X e XI Pares Cranianos, veia jugular interna, seios petroso inferior e sigmóide
    - Forame Estilomastoideo: VII Par (após percorrer seu trajeto no canal do facial do osso temporal
    - Canal do Hipoglosso: XII Par Craniano
    - Forame Magno: Bulbo e meninges, artérias vertebrais e espinhais, raízes espinhais do XI Par
    - Fissura Orbitária Inferior: Artéria e veia infra-orbitária e um ramo de V2 Par Craniano
    - Canal Acústico Interno: VII e VIII Pares Cranianos

    Conclusão
    A base do crânio pode ser afetada por várias patologias ósseas ou por processos que provém dos tecidos moles adjacentes e estendem-se centralmente para essa região. A tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) são métodos complementares na avaliação das afecções nesta topografia, sendo que a TC é melhor na avaliação de detalhes ósseos, enquanto que a RM possui uma excelente resolução de contraste, o que possibilita o estudo preciso de tecidos moles. Pelo fato desta região possuir uma grande complexidade anatômica e por ser de difícil avaliação, enfatizamos a necessidade do domínio da sua anatomia e de sua técnica de aquisição de imagens afim de possibilitar uma maior acurácia diagnóstica.

    Bibliografia
    1 - Merenich WM, Swartz JD, Yussen OS, Popky GL, Silberstein SD. The foramen Ovale. MR and CT correlation. Clin Imaging 1991, 15(1): 20-30.

    2 - Kim HS, Kim DI, Chung IH. High-resolution CT of the pteygopalatine fossa and its communications. Neuroradiology 1996, 38 (1): 120-126.

    3 - Farrel RJ, Ed: Neuroradiology - The Requisits. Robert Grossman. Pag. 64-66. St Louis, Missouri: Mosby- Year Book, 1994.

    4 - Fichbein NJ, Kaplan MJ. Skull-base foramina of the middle cranial fossa: reassessment of normal variation with high-resolution CT. AJNR 1994, 15(2): 283-91.

    5 - Moore KL, Anatomia Orientada para Clínica. 3a ED. 1994, Rio de Janeiro, RJ: Guanabara-Koogan, pag 613-618.

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