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Pares Cranianos: Avaliação por Ressonância Magnética
Este trabalho foi premiado em 1º lugar na Categoria Neuro Radiologia, na XIII Jornada Gaúcha de Radiologia realizado em Agosto de 2000, Gramado. Segue abaixo a descrição deste estudo.
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Autores
Dr. Rodrigo Dias Duarte
Dra. Guadalupe A. Berbigier
Dra. Juliana Avila Duarte
Dra. Andrea A. Teixeira
Dra. Luciane A. Prates
Introdução
Os pares cranianos são estruturas que fazem a conexão com o encéfalo. A maioria deles liga-se com o tronco encefálico, excetuando-se apenas os nervos olfatório e óptico, que se ligam, respectivamente ao telencéfalo e ao diencéfalo. Podem ser divididos em grupos de quatro: aqueles que se originam no mesencéfalo (III-IV) ou acima (I-II), que se originam na ponte (V-VIII), e aqueles que se originam no bulbo (IX-XII). Para a avaliação criteriosa dos pares cranianos pela Ressonância Magnética (RM), é necessário um conhecimento profundo da sua anatomia e da sintomatologia do paciente.
Objetivo
Demonstrar a anatomia normal dos pares cranianos pela Ressonância Magnética (RM).
Material e Método
Este estudo foi realizado em um aparelho Philips Gyroscan Newest Technology, 0.5 T, no setor de Ressonância Magnética da Serdil, com séries T1 SPIN ECHO (TR 450 ms, TE 30 ms, espessura 3 mm); T2 TURBO SPIN ECHO 3D (TR 5000, TE 300, espessura 0,75 mm), esta sequência possibilita um excelente contraste entre o lÃquido céfalo-raquidiano e o nervo. A análise dos pares cranianos foi realizada em pacientes voluntários hÃgidos e assintomáticos.
Fundamentações
A RM é o único método de imagem que possibilita a avaliação e identificação dos pares cranianos " in vivo", pois, antes do surgimento deste método, era realizado somente em cadáveres. Além de permitir o estudo da sua anatomia, também possibilita a identificação de alterações como processos inflamatórios (neurites), neoplásicos (gliomas, meningiomas, astrocitomas, schwannomas), infecciosos, metabólicos ou tóxicos.
Conclusão e Discussão
A utilidade da RM é inquestionável na investigação de pacientes com suspeita clÃnica de alterações nos pares canianos, pois, devido a sua excelente resolução de contraste, é o único método de imagem com capacidade de demonstrar esta anatomia, inclusive em diversos planos, permitindo um diagnóstico correto e um bom planejamento cirúrgico quando necessário.
Bibliografia
1 - Benosdiba F, Iffenecker C, Fuerxer F, Huang J, Hadj-Rabia M, Franc M, Doyan D. Imaging cranial nerves with inframillimetric T2-weighted MR. J Radiol 1998 Jan; 79(1): 21-5.
2 - In vivo anatomic imaging of the cranial nerves: normal aspect and pathological perspectives. Bull Mem Acad R Med Belg 1998; 153(1): 101-8; discussion 108-109.
3 - Machado AB, Ed: Neuroanatomia Funcional - Angelo Machado. Nervos Cranianos, Cap. XI, pag. 95-103. Rio de Janeiro: Atheneu, 1986.
4 - Farrel RJ, Ed: Neuroradiology - The Requisits. Robert Grossman. Pag. 47-54. St Louis, Missouri: Mosby- Year Book, 1994.
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