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Anormalidades do tendão de Aquiles: Avaliação por Ultrassonografia Magnética em 59 casos
Este trabalho foi premiado em 1º lugar na Categoria Músculo Esquelético, na XIII Jornada Gaúcha de Radiologia realizado em Agosto de 2000, Gramado. Segue abaixo a descrição deste estudo.
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Autores
Dr. Ciro MB Duarte
Dr. Rogério Dias Duarte
Dra. Guadalupe A. Berbigier
Dr. Fabiano Ritter
Objetivo
Análise retrospectiva dos achados de imagem por RM e US de 59 casos de anormalidades freqüentemente encontradas no tendão de Aquiles.
Material e Método
Foram revisados retrospectivamente 59 casos em 52 pacientes, avaliados por RM e US. Os exames foram realizados em um aparelho de RM Philips, 0,5 Tesla, com cortes axiais e sagitais de 4mm de espessura e seqüência T1 W SE e T2 TSE e em aparelhos de US G.E., Diasonics e HP, com transdutores lineares com freqüência de 7,5 a 10 MHz.
Resultados
As principais alterações foram : rupturas completas ( US 17 casos ); rupturas parciais ( US 5 e RM 2); tendinose / tendinite ( US 16 e RM 3 ); tendinose e peritendinite (US 5) e seqüela de ruptura ( RM 4 casos ). Outros achados associados encontrados foram bursite retrocalcânea, peritendinite e sÃndrome de Haglund. Na tendinose, o US mostrou espessamento fusiforme focal ou difuso do tendão e a RM mostrou os mesmos achados, sendo a intensidade do sinal aumentada nas seqüências em T1 e T2*. Nas rupturas parciais, áreas de solução de continuidade de fibras em parte do tendão ou fendas longitudinais foram evidenciadas como focos hiperintensos na seqüência ponderada em T2 pela RM. Solução de continuidade comprometendo toda a espessura do tendão, acentuada com a dorsiflexão durante o exame de US, representa casos de ruptura total.
Discussão
Os achados por imagens das lesões do tendão de Aquiles são bem demonstrados na literatura, porém há muita confusão em sua classificação, a qual vem se alterando nos últimos anos. Os termos tendinite e tenossinovite têm sido evitados, pois estudos histológicos demonstraram que não há células inflamatórias e bainha tendÃnea no tendão de Aquiles. O termo tendinose, caracterizado histologicamente por degeneração fibromixóide ou mucinosa, vêm sendo utilizado com maior freqüência. Os achados de tendinose são bem demonstrados pelo US e RM, com a vantagem da RM mostrar melhor se há ruptura parcial associada. A ruptura total do tendão de Aquiles é o estágio final de um processo patológico contÃnuo que se inicia com uma lesão microscópica de ruptura parcial ou degeneração de fibras, podendo ser bem demonstrada através dos dois métodos de imagem.
Conclusão
O US é um método excelente para o diagnóstico de rupturas totais do tendão de Aquiles, por ser dinâmico, acurado e de baixo custo. É de grande valor no acompanhamento de rupturas totais ou parciais em importante grau. A RM, apesar do alto custo, constitui método acurado, com maior campo de visão e possibilidade de avaliação de estruturas adjacentes, sendo exame reprodutÃvel para análise do médico assistente.
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